19 de dezembro de 2015

Etapas de um Projeto Arquitetônico!

São Paulo


Olá pessoal hoje vou falar a respeito das etapas de projeto de arquitetura, que são: Levantamentos de dados, estudo preliminar, anteprojeto, projeto legal e projeto executivo. Esse tema está super em alta, pois o CAU ( Conselho de Arquitetura e Urbanismo) está fazendo campanha para que o governo aprove o projeto de lei, em que,  as empreiteiras que participarem de licitações feitas pelo governo apresentem o anteprojeto e o projeto executivo. Assim todas as etapas do projeto devem ser bem explicada, para que não tenha superfaturamento das obras. Essas etapas de projeto não se encaixa apenas em projetos governamentais, mais também para os projetos, prediais, residênciais, comerciais e corporativos. 

LEVANTAMENTO DE DADOS


Nessa etapa o profissional de arquitetura deve observar vários aspectos apresentados pelo cliente. Deve-se observar os objetivos da construção, os recursos disponíveis, o padrão construtivo, quais atividades que serão desenvolvidas no projeto proposto, quais os móveis que serão necessários para os ambientes. 

São Paulo


Também é analisado os aspectos do terreno, tais como, escritura atualizada, levantamento topográfico, ventilação, insolação, padrão arquitetônico do lugar. Outro aspecto que deve ser analisado nessa etapa é a legislação local. 

ESTUDO PRELIMINAR

São Paulo

Nessa etapa o arquiteto deverá apresentar a idealização do projeto, através das plantas baixas de todos os pavimentos, quadro de áreas dos cômodos projetados, perspectivas, demostrando ao cliente como é vislumbrado o projeto.

ANTEPROJETO

São Paulo


Nessa etapa é a aprovação do estudo do projeto preliminar, aqui já começa a se pensar em conforto ambiental ( iluminação, insolação e tratamento acústico). Também pensa-se na tecnologia utilizada, como o sistema construtivo ( estrutura metálica, alvenaria entre outros), instalação elétrica, instalação hidráulica. Outro aspecto a se observar é o padrão desejado para a construção, assim já dá para saber se a construção ficará cara!
O objetivo final desta etapa é fechar as informações básicas do projeto, para que se torne possível fazer estimativas de custos, contratar os projetos complementares (hidráulica, elétrica, estrutura, interiores, etc.), e iniciar as plantas de prefeitura.

O Arquiteto entrega nessa fase para o cliente:

Planta de situação que contém a orientação em relação ao norte e quadros de áreas / Plantas dos pavimentos contendo desenho de pilares, equipamentos (elevadores, ar condicionado), alturas de piso a piso / Cortes esquemáticos contendo altura de piso a piso, indicação de forros, pé direito, pré-dimensionamento de lajes e vigas.
PROJETO LEGAL
Belo Horizonte

Nessa etapa o arquiteto recolhe todas as informações necessárias para dá entrada com o projeto na prefeitura. 
PROJETO EXECUTIVO
Belo Horizonte

Essa é a última fase que já começa a especificar todos os elementos para a execução da obra. Nessa fase divide-se em outras 2 fases:
A fase de pré executivo: Essa fase é a que se compatibiliza o projeto arquitetônico, com os projetos complementares.
A fase do executivo: Projeto já com a planta contendo todos os projetos compatibilizado, que vai para a obra. Nessa planta deve conter: 
Plantas baixas de todos os níveis contendo por exemplo, indicação de bancadas, soleiras, pingadeiras, esquadrias, corrimão, etc. / Planta de forro com representação específica e completa das luminárias e pontos de iluminação/ Cortes/ Fachadas com a especificação dos materiais (marca, cor e referência), dos vidros e das esquadrias/ Caderno com detalhes de execução para áreas molhadas (louças e metais), escadas e rampas, esquadrias/ Detalhes construtivos demonstrando por exemplo detalhes de rufos e calhas, impermeabilização,  e arremates de materiais (soleiras, rodapés e revestimentos.
Belo Horizonte

Então pessoal, falei um pouco da etapa de projeto arquitetônico. como podem ver todas as etapas são importantes, tanto para o entendimento do cliente, quanto para a organização do arquiteto.
Espero que tenha esclarecido um pouco. 
O texto foi baseado no site: http://www.arestoarquitetura.com.br/
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18 de dezembro de 2015

O melhor Design do século 20 - Eames

Poltrona Eames

Olá Pessoal hoje no blog vou falar sobre as icônicas cadeiras Eames. Elas são um charme e orna muito bem com os ambientes. Considerados nomes de peso no Design Charles e Ray Eames revolucionaram a produção de móveis no século 20. 

Cadeira Eames Wood com Braço Branca
O Casal Eames pretendiam fazer um design que facilitasse a vida das pessoas, assim projetaram e produziram móveis elegantes, funcionais e simples.

Cadeira RAR balanço e Cadeira DAR sem Balanço
As produções do casal estão ligadas diretamente com a indústria, assim tendo uma rigorosa disciplina técnica aliado com a inovação das formas.


Poltrona Baixa Eames

Em 1946, no intuito de trazer leveza e conforto para os móveis de madeira, Charles & Ray projetaram a famosa “Plywood Series”, uma série de cadeiras fabricadas a partir da madeira contraplacada. A integridade estética desta coleção rendeu aos Eames o reconhecimento pela revista Time como “melhor design do século 20”. 


Cadeira Office Chair 


No início da década de 1950, outra série colocaria os designer como vanguarda da época. A “Plastic Series” explorava um material até então pouco comum para a época e trouxe para o cotidiano uma série de cadeira universais, com formas simples, graciosas e que se adaptavam a qualquer tipo de corpo e ambiente. 


Cadeira com braço

Para Charles Eames, “os detalhes não são mero detalhes, eles fazem o produto”.


Poltrona Eames

Então pessoal hoje falei um pouco sobre o design Eames. Suas cadeiras e poltronas são referências até hoje tornando o ambiente ímpar. Simplicidade é o que mais contribui para esse sucesso. Texto baseado no site: http://www.artesian.com.br

Espero que tenha contribuído um pouco!!! 

Até a próxima.

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17 de dezembro de 2015

A alma da Arquitetura: Iluminação!



Olá Pessoal hoje vou falar sobre iluminação. Como sugere o título, a iluminação é a alma da arquitetura, sem ela a arquitetura não teria a grandiosidade que nos encanta. Seja ela natural ou artificial sempre nos proporciona um olhar diferenciado para a edificação. Na arquitetura de interior a iluminação é imprescindível, pois apenas a iluminação artificial  proporciona toda a beleza do ambiente.  


Fonte: arquiteturaurbanismotodos.org.br
Sempre que o Arquiteto e o Design projeta um espaço ele pensa na iluminação, seja ela funcional, ou estética. A iluminação por mais sensação estética que ela proporciona ao espaço, ela possui funcionalidade, ninguém gosta de ficar em um ambiente escuro. Uma boa iluminação torna o lugar saudável e seguro. 

Fonte: www.ecoeficientes.com.br
A iluminação é divisor de espaços, tornando-se distinta em espaços comerciais, residenciais e corporativos. 

Fonte: www.cliquearquitetura.com.br
A iluminação residencial, tem o objetivo de trazer um ambiente confortável, aconchegante e bonito. 

Fonte: www.i-lumes.com.br
 Já o ambiente comercial, o objetivo é vendar a mercadoria, tanto no setor de luxo, quanto no setor popular. Uma boa iluminação direciona o olhar do comprador , pois valoriza a mercadoria. 

Fonte: casa3.com.br
A iluminação corporativa, tem o objetivo de tornar o ambiente de trabalho produtivo, trazendo maior conforto para funcionários. 

Fonte: www.forumdaconstrucao.com.br
Para o efeito da iluminação esperado, claro que o arquiteto faz PROJETO LUMINOTÉCNICO.  Existe algumas etapas do projeto, que são: o layout luminotécnico, a especificação da lâmpada e a luminária. 

Layout luminotécnico 

O projeto de iluminação possui várias etapas:

1) Levantamento das atividades do local, as dimensões físicas, o layout propostos, materiais utilizados no espaço e a condição da rede elétrica;

2) Objetivo da iluminação e dos efeitos que pretende alcançar, em função do ambiente que for projetar;

3) A escolha das lâmpadas;

4) Influencia da qualidade da Iluminação;

Fonte: pointdaarquitetura.blogspot.com
As lâmpadas possuem diferentes temperaturas de cor, proporcionando conforto visual.

Fonte: huntertradeiluminacao.wordpress.com
Em ambientes íntimos a melhor escolha é a iluminação quente, pois traz conforto e torna o ambiente aconchegante. 

Fonte: mouseaobra.com.br
Em ambiente de trabalho a melhor opção é a iluminação fria. Pois você consegue não ter sombras e enxergar com maior nitidez os objetos.Cozinhas, sala de estudos são lugares ideais para esse tipo de iluminação. 


A figura mostra como percebemos o espaço com as diferentes tipos de lâmpadas, podemos entender que existe uma diferença na imagem que cada temperatura de cor proporciona ao nosso olhar. Por isso devemos saber qual o objetivo da iluminação e o efeito desejado. 

Pessoal espero que o blog tenha contribuído um pouco para o entendimento da função da iluminação na nossa vida.

Até a próxima!

Se gostou compartilhe!! Bjo

16 de dezembro de 2015

Nanoglass e Silestone



Olá pessoal hoje vou falar do Nanoglass e o Silestone, revestimentos que já conquistaram muitos consumidores de arquitetura e design. Eles possuem bom acabamento, resistência superior às pedras utilizadas comumente. Embora o custo seja elevado, elas duram muito. Sempre vale a pena conhecer materiais bons, assim podemos ter escolhas na hora de fazer o tão sonhado ambiente. Então vamos conhecer.

NANOGLASS


Fonte: tijolosetecidos.wordpress.com
O nanoglass é uma pedra feita basicamente de resina e pó de vidro, é um material que tem acabamento fino e branco. Esse material pode ser aplicado em áreas residencial e comercial, deixando o ambiente com ar minimalista. Pode ser usada em áreas internas e externas. Revestimento de piso e parede, tampos de cozinhas, pias, tampo de laboratório.

Fonte:  letsdecor.com.br

O Nanoglass é feito com o processo de fabricação de Nanotecnologia. Com isso foi possível retirar as bolhas de ar do material tornando-o mais uniforme, homogêneo e com a possibilidade de se fazer um acabamento FINO, tipo meia esquadria. 

Fonte:  assimeugosto.com
O Nanoglass é um material difícil de dar acabamento por ser muito duro, com vidro em sua composição, lasca com facilidade na hora do corte. 
Fonte:  casa.abril.com.br
Bancada em Nanoglass
Piso em Nanoglass. Fonte: navarrosilmara.blogspot.com

SILESTONE

Fonte: casa.abril.com.br
O Silestone é composto de quartzo, resina de poliéster e pigmento. Ele possui a resistencia semelhante a do Nanoglass. Esse material possui uma superfície não porosa, resistente a manchas de café, vinho, suco de limão, azeite, entre outros. Ele possui resistência a bactérias. 

Fonte: brasil.cosentinonews.com

O Silestone, diferente do Nanoglass possui muitas cores, assim você pode ousar nos ambientes que sonha, colocando nele a sua personalidade. 

Fonte: www.bridetobride.com.br
Fonte: www.decorfacil.com
Fonte: www.marmorariaalonso.com.br
Fonte: www.tudodepedra.com.br
Fonte: www.revestimentoparabanheiro.com.br
Então pessoal hoje falei de duas pedras que estão super em alta, dão um excelente acabamento e tem uma durabilidade enorme. 
Pessoal até a próxima!!! Bjos

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15 de dezembro de 2015

Éolo Maia! Viva a arquitetura!


Capela de Santana do Pé do Morro

Ei Pessoal, essa data tão importante para os arquitetos!!! Não poderia deixar passar né?! Então hoje vou falar sobre  Éolo Maia. Arquiteto Mineiro de grande expressão, que desenvolveu projetos incríveis e super contemporâneos. 

Éolo Maia

Nascido em 1942, Éolo Maia foi arquiteto, engenheiro e editor, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele foi um dos principais arquitetos que introduziu a arquitetura pós moderna no Brasil. Em 1980, quando funda as revistas Vão livre e Pampulha, 1979/1982, em Belo Horizonte, ao mesmo tempo que se associa a Jô Vasconcellos e Sylvio de Podestá no escritório Três Arquitetos, em 1981. 



Irreverente e polêmico, é o autor de projetos que são considerados manifestos do "estilo" revisionista, entre os quais se destaca o Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves, 1984, em Belo Horizonte. Edifício marcante na capital mineira, se torna conhecido popularmente como "Rainha da Sucata". 

Rainha da Sucata - BH

Éolo Maia acompanhou atentamente os trabalhos do Arquiteto Robert Venturi, incorporando as ideias pós contemporâneas em sua Arquitetura. Éolo usava o hibridismo para compor formalmente sua arquitetura, tornando-a única.
São dignas de destaque suas intervenções em sítios históricos, como a Capela de Santana do Pé do Morro, 1979, considerada sua obra-prima, e a Residência Arcebiscopal de Mariana, 1982. A primeira, incorpora as ruínas de uma edificação próxima à fazenda transformando-a em altar-mor, que é envolvido por um pavilhão de aço, vidro e madeira, com uma cobertura que avança sobre plano de vedação, funcionando como quebra-sol. Na segunda, erige uma volumetria que reproduz a tipologia das edificações históricas vizinhas, mas cujos planos caiados ficam destacados pela estrutura metálica recuada.

Residência Arquiepiscopal de Mariana
A partir do final da década de 1980, Éolo Maia projeta e constrói uma série de edifícios verticais de grande porte em Belo Horizonte, como o Centro Empresarial Raja Gabaglia e o Condomínio Officenter, 1989, e o edifício Le Corbusier e o Fashion Center, 1991. Eles, valorizam a cobertura dos volumes utilizando materiais de texturas e cores variadas, aproximando-se da linguagem corrente da arquitetura corporativa internacional. 

Centro Empresarial Raja Gabaglia

Condomínio Officenter
Outros projetos de grande expressão são Academia Wanda Bambirra, 1997, e o Centro de Arte Corpo, 2002. O primeiro, um volume compacto revestido por um plano irregular de chapa metálica, em clara referência ao organicismo expressionista de Frank O. Gehry (1929).

Academia Wanda Bambirra
Outros projetos interessantes

Grupo Escolar Vale Verde
Rainha da Sucata
Edifício Le Corbusier 

Então pessoal, essa foi uma singela homenagem a um grande arquiteto, que mostrou um outro lado da arquitetura do Brasil. Espero que mostrado um pouco desse grande profissional.

VIVA A ARQUITETURA!!!!!

Texto baseado no site do Itaú Cultural.